Ana e os bonecos

Os Personagens Feitos de Barro e o Cotidiano do Brasileiro Mestre Vitalino.

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Segunda-feira, 19 de março de 2012
Mestre Vitalino. Mestre Vitalino.

Falar de Mestre Vitalino, hoje, no Dia do Artesanato, é uma grande honra e o blog Ana e os Bonecos presta uma homenagem ao "fazedor" de bonecos Vitalino Pereira dos Santos, com esta matéria especial!

 

 

Mestre Vitalino nasceu em Ribeira dos Campos, Caruaru PE em 1909 e faleceu em Alto do Moura, Caruaru em 1963. Criou e moldou centenas de personagens com expressões tipicamente nordestinas. Suas esculturas figurativas representavam os saberes e fazeres de seu povo, contados em pequenas cenas escultóricas feitas de barro, algumas trabalhadas com policromia. Uma cena de velório, uma ceia, uma banda de pífanos, o momento no barbeiro, o passeio de jegue. Era o modo de Vitalino ver o nordeste, e era isso o que o diferenciava dos demais artesãos locais que também trabalhavam o barro. Mestre Vitalino levou às suas peças, o cotidiano em que estava inserido, com manifestações tipicamente brasileiras, representativas de um modo simples de viver. Suas obras, são atualmente peças de colecionadores e seu legado gera renda a muitos artesãos que atualmente seguem seus passos imprimindo em peças cerâmicas, o que veem em "seus mundos"; como a Família Zé Caboclo, Manuel Eudócio, Zé Galego, Luis Galdino, Luís Antônio da Silva, entre outros.   

 

 

Para conhecer mais sobre Mestre Vitalino, visite a Casa Museu Mestre Vitalino, localizada na última moradia do mestre, em funcionamento desde 1971. Localização: Rua Mestre Vitalino, 644, Alto do Moura - Caruaru / PE. Telefone contato: +55 81 3722.0397.

 

 

"Ceramista popular e músico, filho de lavradores, ainda criança começou a modelar pequenos animais com as sobras do barro usado por sua mãe na produção de utensílios domésticos, para serem vendidos na feira de Caruaru. Ele cria, na década de 1920, a banda Zabumba Vitalino, da qual é o tocador de pífano principal. Muda-se para o povoado Alto do Moura, para ficar mais próximo ao centro de Caruaru.

 

 

Sua atividade como ceramista permanece desconhecida do grande público até 1947, quando o desenhista e educador Augusto Rodrigues (1913 - 1993) organiza no Rio de Janeiro a 1ª Exposição de Cerâmica Pernambucana, com diversas obras suas. Segue-se uma série de eventos que contribuem para torná-lo conhecido nacionalmente e são publicadas diversas reportagens sobre o artista, como a editada pelo Jornal de Letras em 1953, com textos de José Condé, e na Revista Esso, em 1959.

 

 

Em 1955, integra a exposição Arte Primitiva e Moderna Brasileiras, em Neuchatel, Suíça. O Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais e a Prefeitura de Caruaru editam o livro Vitalino, com texto do antropólogo René Ribeiro e fotografias de Marcel Gautherot (1910 - 1996) e Cecil Ayres. Nessa época, conhece Abelardo Rodrigues, arquiteto e colecionador, que forma um significativo acervo de peças do artista, mais tarde doadas para o Museu de Arte Popular, atual Museu do Barro de Caruaru.

 

 

Mestre Vitalino, em 1960, realiza viagem ao Rio de Janeiro e participa da Noite de Caruaru, organizada por intelectuais como os irmãos João Condé e José Condé, ocasião em que suas peças são leiloadas em benefício da construção do Museu de Arte Popular de Caruaru. Participa de programas de televisão e exibições musicais, comparece a eventos e recebe diversas homenagens, como Medalha Sílvio Romero. Nessa ocasião, a Rádio MEC realiza a gravação de seis músicas da banda de Vitalino, lançadas em disco pela Companhia de Defesa do Folclore Brasileiro na década de 1970. Em 1961, atendendo a pedido da Prefeitura de Caruaru, doa cerca de 250 peças ao Museu de Arte Popular, inaugurado nesse ano.

 

 

Em 1971, é inaugurada no Alto do Moura, no local onde o artista residiu, a Casa Museu Mestre Vitalino. No espaço, administrado pela família, estão expostas suas principais obras, além de objetos de uso pessoal, ferramentas de trabalho e o rústico forno a lenha em que fazia suas queimas." (Fonte: Itaú Cultural).

 

 

Confira também: Os Bonecos Gigantes do Carnaval de Sílvio Botelho

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Por: Analu Alves

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